Nunca prometemos preço do laptop de US$ 100, diz Negroponte
26 de novembro de 2006 por Thiago Rodrigues Thiago Rodrigues
Em passagem rápida pelo Brasil, Nicholas Negroponte concede entrevista ao G1 e fala sobre o OLPC (Um laptop por criança - se traduzido para o português).
Negroponte foi questionado sobre o preço do laptop de US$ 100 , onde ele afirma que o preço atualmente está entre US$145 e US$150.
Mas não é um laptop de US$100? ( questiona o G1)
Negroponte responde: Nunca dissemos que esse seria o preço do produto logo em seu lançamento. Queremos chegar aos US$ 100 até dezembro de 2008, porque sabemos que o custo inicial da produção é alto e vai caindo com o tempo. O projeto ganhou o nome extra-oficial de É?laptop de US$ 100É? porque esse é nosso principal objetivo e também porque o preço é É?chocanteÉ?, realmente consegue chamar a atenção. Usamos esse termo como uma espécie de lema, que mexe com a imaginação das pessoas.
Ao final, Negroponte afirma que em 2010 o preço do laptop pode chegar a US$ 50, porém o nome vai continuar US$ 100.
É esperar para ver se este projeto realmente vai dar certo no Brasil. E mesmo que o equipamento seja um pouco limitado, para apenas acessar a internet e escrever textos ele é ótimo, ou vocês querem que os alunos joguem Doom3 durante a aula de matemática ou entrem no MSN na aula de português?
Se este projeto for trabalhado corretamente, e os professores forem treinados para ensinar com o laptop - pois, não adianta nada solta os laptops para os alunos e professores e o professor não sabe nem abrir o editor de textos - vejo que será algo realmente surpreendente.


Realmente, os professores têm que ser preparados para incluir o Laptop no ensino dos alunos, afinal a maioria dos professores não sabem manusear um computador, e os que “sabem” não dominam nem o Word, quanto mais um editor de texto diferente.
[...] Segundo Michalis Bletsa, diretor de conectividade da OLPC, o laptop de US$ 100 É? que atualmente custa US$150 - será vendido aos usuários finais É? contradizendo o que foi dito no inicio do projeto, que iria ser comercializado apenas para governos de países emergentes e ONGs, ajudando na inclusão social. [...]
Olha, Eu acho que deve haver um controle por parte dos coordenadores de ensino no que diz respeito à possibilidade de se rodar alguns programas no LAP.
Tipo: pedir autorização para intalar um software gráfico (muito útil na aula de matematica); deve haver tabém uma certa liberdade para os estudantes (claro que sujeito a um supervisor técnico-pedagógico);
Em suma, acredito que esse projeto tem tudo para dar certo, basta trabalha-lo de forma correta.
Se alguém quiser discutir mais esse assunto, quero pedir para seja criado um chat com tal finalidade.
Abraços, “tentem enchegar sem abrir os olhos” !!!!!!!